Summary: | Em 1999, um ano depois da classificação da arte paleolítica do Côa como património mundial pela UNESCO, uma sondagem em frente à rocha 1 do sítio do Fariseu revelou uma sequência de depósitos com vestígios do Paleolítico Superior sobre um painel gravado. Esta conjugação excecional de fatores humanos e naturais no registo arqueológico voltou a identificar-se em 2020, durante a realização de sondagens no mesmo sítio, uma centena de metros a montante. As observações efetuadas durante os trabalhos de campo, o estudo preliminar dos vestígios líticos e os dados adquiridos desde 1999 permitem precisar o contexto geomorfológico e a cronologia de realização das gravuras paleolíticas do Vale do Côa. Confirmam também a importância da arte ao ar livre como uma forma monumental de manifestação simbólica desde os momentos mais antigos do Paleolítico Superior.
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