CHADS2 e CHA2DS2VASc como preditores de fonte cardioembólica em prevenção secundária cerebrovascular

Introdução e objetivos: A cardioembolia representa uma das causas mais frequentes de lesões cerebrovasculares isquémicas, com prevalência estimada de 20-30% e implicações terapêuticas diretas que obrigam à sua correta avaliac¸ão. Apesar de a validação das escalas de risco cardioembólico (CHADS2 e, m...

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Detalhes bibliográficos
Autor principal: Sá, Tiago (author)
Outros Autores: Sargento-Freitas, João (author), Pinheiro, Vítor (author), Martins, Rui (author), Teixeira, Rogério (author), Silva, Fernando (author), Mendonça, Nuno (author), Cordeiro, Gustavo (author), Gonçalves, Lino (author), Providência, Luís A. (author), Freire-Gonçalves, António (author), Cunha, Luís (author)
Formato: article
Idioma:por
Publicado em: 2013
Assuntos:
Texto completo:http://hdl.handle.net/10316/102698
País:Portugal
Oai:oai:estudogeral.sib.uc.pt:10316/102698
Descrição
Resumo:Introdução e objetivos: A cardioembolia representa uma das causas mais frequentes de lesões cerebrovasculares isquémicas, com prevalência estimada de 20-30% e implicações terapêuticas diretas que obrigam à sua correta avaliac¸ão. Apesar de a validação das escalas de risco cardioembólico (CHADS2 e, mais recentemente, CHA2DS2-VASc) em populações heterogéneas de doentes com fibrilhac¸ão furicular, desconhece-se ainda a sua validade em contexto de prevenc¸ão secundária cerebrovascular. É objetivo deste trabalho estudar a sensibilidade e especificidade diferencial das escalas de risco cardioembólico como preditoras de fonte cardioembólica documentada por ecocardiograma transesofágico (ETE) numa população de doentes com AVC isquémico. Métodos: Aplicámos as escalas CHADS2 e CHA2DS2-VASc a todos os doentes internados por evento cerebrovascular isquémico na Unidade de AVC/Enfermaria de Neurologia de um hospital central português com diagnóstico de fibrilhação auricular (prévio ou obtido durante/após o internamento), que realizaram ETE entre janeiro e agosto de 2011. Definimos como presença de fonte cardioembólica a observação em ETE de autocontraste espontâneo na aurícula e apêndice auricular esquerdo ou trombos nas cavidades cardíacas esquerdas. Resultados: Analisámos 94 doentes, 66,0% do sexo masculino, idade média: 64,4 anos (desvio padrão: 14,2). Foi detetada fonte cardioembólica em 20 doentes. A análise de curva Receiver Operating Characteristic (ROC) identifica como preditores de fonte cardioembólica pontuação CHADS2 ≥ 4; sensibilidade: 75,0%, especificidade: 66,0%, p = 0,014 e pontuac¸ão CHA2DS2-VASc ≥ 5; sensibilidade: 83,3%, especificidade: 58,0%, p = 0,009.