Utilidade dos exames complementares no diagnóstico etiológico de má progressão ponderal

Introdução: No estudo de crianças com má progressão ponderal (MPP), na ausência de clínica orientadora (CO), os exames complementares de diagnóstico (ECD) são usados com o objetivo de excluir doença orgânica. O estudo tem por objetivo determinar o papel dos ECD no esclarecimento da etiologia da MPP...

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Detalhes bibliográficos
Autor principal: Rios, Helena (author)
Outros Autores: Brett, Ana (author), Salgado, Manuel (author)
Formato: article
Idioma:por
Publicado em: 2013
Assuntos:
Texto completo:https://doi.org/10.25754/pjp.2013.2450
País:Portugal
Oai:oai:ojs.revistas.rcaap.pt:article/2450
Descrição
Resumo:Introdução: No estudo de crianças com má progressão ponderal (MPP), na ausência de clínica orientadora (CO), os exames complementares de diagnóstico (ECD) são usados com o objetivo de excluir doença orgânica. O estudo tem por objetivo determinar o papel dos ECD no esclarecimento da etiologia da MPP em crianças sem clínica orientadora (SCO). Métodos: Análise retrospetiva dos processos clínicos de todas as crianças seguidas por MPP na consulta de Pediatria Geral de um hospital terciário, entre janeiro de 2000 e dezembro de 2004, com pelo menos oito anos de evolução após a primeira avaliação. Definiu-se como SCO as crianças assintomáticas ou crianças com apenas um sinal e/ou sintoma isolado ou crianças com ≥2 sinais e/ou sintomas sem fisiopatologia concordante. Definiu-se ECD útil aquele que permitiu assumir um diagnóstico orgânico responsável por MPP. Resultados: Estudadas 184 crianças, com idade média de 16 meses (23 dias a 10 anos); 70% realizaram ECD (CO 89%; SCO 61%). Foram realizados 826 ECD, com uma média de 6,4 exames por criança. Das 75 crianças SCO que foram submetidas a ECD, apenas foram úteis em duas crianças (2,7%). Foi diagnosticada etiologia orgânica em 30 crianças (16%), das quais 26 tinham clínica orientadora. Conclusão: Nas MPP sem clínica orientadora, os ECD mostraram ter uma utilidade diagnóstica em menos de 3% das crianças. Dado ser excecional uma doença orgânica ser assintomática, este estudo vem questionar os protocolos de MPP, habitualmente focados em excluir doença orgânica e não em a afirmar.